Em Fundamentos, Reeducaciologia

A Autorreeducação Consciencial é o processo de reeducação contínua e permanente de posturas pensênicas, adotado de maneira lúcida e voluntária pela consciência, acelerando seus autoenfrentamentos, suas recins e suas recéxis através de meios e métodos específicos.

Tal reeducação começa pelas experimentações pessoais, baseadas no princípio da descrença, qualificando a força presencial e o exemplarismo pessoal. São estas experimentações pessoais que fazem a consciência refletir sobre sua maneira de pensar e de agir, para então qualificar seu nível de cosmoética e de autoconsciencialidade, a cada nova interação.

A reciclagem intraconsciencial (recin) pode ocorrer a partir da saturação do atual desempenho evolutivo, trazendo a necessidade de reformulação das próprias posturas. Contudo, a partir da atitude proativa de se pesquisar, de conhecer os próprios trafares/trafais e de querer melhorar a própria manifestação, também é possível iniciar um processo de recin.

Desse modo, cabe à consciência autopesquisadora estudar de maneira atenta os mecanismos de seu próprio funcionamento, a fim de identificar de maneira contínua o que pode ser melhorado em seu padrão pensênico. Existem vários tipos de autorreeducação. Segue uma relação com 17 tipos diferentes, em ordem alfabética.

Cabem as perguntas: Preciso executar algumas delas? Quais as modalidades de autorreeducação prioritárias?

  1. Alimentar (saúde, nutrição, peso corporal).
  2. Ambiental (ecologia, sustentabilidade).
  3. Cerebelar (tiques, coordenação motora).
  4. Cronêmica (pontualidade, respeito).
  5. Emocional (equilíbrio, bom tom).
  6. Energossomática (flexibilidade, condicionamento, desbloqueio).
  7. Escrita (caligrafia, clareza, concisão, adequação).
  8. Financeira (independência, pé-de-meia, antiperdularismo, anti-avareza).
  9. Física (condicionamento, músculos, pulmões).
  10. Mental (foco, antidispersividade, retilinearidade).
  11. Organizacional (antientropia).
  12. Parapsíquica (sinalética, parapercepções, interpretação).
  13. Pensênica (cosmoética, intenção, evocações).
  14. Protocolar (etiqueta, polidez, cortesia).
  15. Postural (coluna vertebral, força presencial).
  16. Sináptica (conceitos, automatismos).
  17. Vocabular (linguagem, termos, evocações).

Para tanto, o processo de Autorreeducação Consciencial exige no mínimo as seguintes providências indispensáveis:

  • Automotivação
  • Neofilia
  • Perseverança na manutenção
  • Hábitos sadios
  • Rotinas úteis consolidadas
  • Convergência de recursos
  • Estados vibracionais profiláticos
  • Desassimiliações simpáticas frequentes
  • Neossinapses geradas e aplicadas

O processo de Autorreeducação Consciencial se dá como uma sequência de etapas, desenvolvendo-se a partir dos seguintes patamares:

  1. Reavaliação: é a fase na qual se decide o que mudar.
  2. Reaprendizagem: é a fase de pró-atividade em direção ao objetivo.
  3. Renovação: é a fase de mudança de visão em relação ao ponto a ser trabalhado.
  4. Reversão: é a fase do estabelecimento da nova maneira de pensar.
  5. Reorganização: é a fase da adaptação à nova maneira de pensar.
  6. Reciclagens: é a fase em que se iniciam as primeiras recins, as mudanças rumo ao objetivo.
  7. Reestruturação: é fase de consolidação das novas posturas, reciclando a antiga maneira de pensar e agir.

A Autorreeducação Consciencial exige mudanças contínuas, abertismo consciencial e neofilia, além de disposição e motivação. Geralmente a consciência passa por crises de crescimento durante a renovação de suas posturas, as quais são benéficas, do ponto de vista evolutivo.

Algumas defesas podem ser utilizadas pela consciência resistente às mudanças, dificultando ou retardando o processo de autorreeducação.

A zona de conforto, ou manutenção de posturas relativamente confortáveis é uma delas. A consciência estaciona em uma zona na qual não precisa realizar muitos esforços para conseguir o que precisa, contentando-se com o que já conseguiu.

Nesta fase ainda não percebe que poderia estar muito melhor, do ponto de vista de qualidade de vida evolutiva. Sabe que possui medos, mas não está disposta a enfrentá-los, pelo trabalho que será exigido, ou pelo estresse de lidar com situações as quais não domina completamente. São justamente essas situações que oferecem oportunidades de crescimento pessoal e evolutivo.

Outra postura dispensável para o bom andamento da Autorreducação Consciencial é a manutenção de ganhos secundários ou pseudoganhos. Nesta situação, a consciência sabe que não está fazendo o melhor que poderia, mas autocorrompe-se pois está tirando algum tipo de proveito da situação.

Por exemplo, a esposa que está infeliz com o atual marido, mas que se conforma com a situação pois ele lhe oferece um bom padrão de vida. Ou o funcionário que sabe que está estagnado em sua carreira, mas não procura outra oportunidade devido à estabilidade e segurança encontradas no emprego atual.

Além destas duas posturas, há também os mecanismos de defesa do ego (MDE), recursos utilizados quando a consciência percebe certa ameaça psíquica e se protege da angústia de tomar conhecimento a respeito de tais conflitos e perigos internos e externos, atuando de maneira artificial para não os enfrentar.

Para superar tais possíveis dificultadores do processo de Autorreeducação Consciencial, vale lembrar existência de 3 poderes que todas as consciências possuem, em diferentes níveis: a vontade, a intencionalidade e a auto-organização. São chamados de poderes pois são atributos conscienciais.

Todos já os possuem em algum nível, e só depende de si próprio(a) para identificá-los, desenvolvê-los, aprimorá-los e principalmente utilizá-los. A vontade é a força motriz da consciência. É através dela que a consciência rompe o estado de inércia para realizar algo.

É comum encontrarmos pessoas com força de vontade muito diferentes entre si. Alguns tem o que podemos chamar de vontade débil, desistem ou se dispersam por qualquer motivo. Outros, ao contrário, são persistentes, motivados e não desistem facilmente do que escolhem fazer.

Cabe a cada um pensar: Qual o nível da minha vontade? Posso aprimorá-la, torná-la mais forte? De que modo? A intencionalidade é o objetivo da vontade, o motivo pelo qual a consciência sai do estado de inércia. Funciona como um direcionador da vontade.

Se a intenção é positiva, assistencial, especialmente para ajudar aos outros, inevitavelmente vamos nos afinizar com outras consciências bem-intencionadas, sadias, e entre elas, os amparadores. Nossas ações tendem a ser mais pró-evolutivas e tendemos a errar menos.

Da mesma forma, se a intenção é egoica, patológica, pela mesma lógica das afinidades, a tendência é atrairmos companhias intra e extrafísicas com padrão semelhante, e consequentemente não melhorarmos nosso processo evolutivo. A busca da intencionalidade cosmoética é necessária para a maioria das consciências neste planeta Terra.

A auto-organização é a maneira ordenada pela qual a consciência executa sua intencionalidade. É ela que permite a otimização dos esforços, o melhor aproveitamento do tempo e dos recursos disponíveis, garantindo um melhor rendimento para nossas ações. Sem auto-organização, a tendência é haver alto grau de dispersão e/ou desperdício de recursos. Vale o esforço de melhoria contínua de nossa auto-organização.

Estes 3 poderes formam uma base importante para nossas ações, para o nosso desenvolvimento consciencial, e a partir deles vamos desenvolvendo outras capacidades.

O que importa para a utilização otimizada de tais poderes é o estabelecimento de prioridades racionais e cosmoéticas, visando evitar a perda de energia, de recursos, de tempo e de espaço intraconscienciais, eliminando assim, automimeses dispensáveis através da atuação focada e em nível apropriado de rendimento evolutivo.

O processo de Autorreeducação Consciencial tem sido uma prioridade para você? Em caso afirmativo, como você vem utilizando seus poderes visando sua Autorreeducação Consciencial?

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Reaprendentia é uma organização sem fins de lucro com base no voluntariado. Oferecemos informações, cursos e oficinas para promover experiências pessoais com bioenergias, dimensões extrafísicas e autoconhecimento através da aprendizagem em um contexto de múltiplas vidas. Atividades são organizadas regularmente em Foz do Iguaçu, PR, Blumenau, SC e São Paulo, SP.  Assine o nosso newsletter e mantenha-se informado sobre eventos em outras cidades do Brasil e da publicação de novos artigos nesse site.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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Paulo Freire
Autor: Paulo Freire, 43 anos (2019). Bacharel em Ciências da Computação, com pós graduação em Business Intelligence, atuando como consultor na área de Educação. Voluntário da Conscienciologia desde 2005 e da Reaprendentia desde 2013, professor de Conscienciologia e tenepessista desde 2010. E-mail: paulo.freire@reaprendentia.org

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